Acervo Museu

O acervo do Museu Inimá de Paula é composto por aproximadamente 80 obras. Em temáticas diversas, alguns temas específicos de interesse do autor são apresentados em pinturas repletas de cores e significados. Dentre os temas apresentados estão Favelas, Paisagens Européias,  Fovismo,  Preocupação Social, Favelas, Derrubadas e Paisagens.

O ateliê de Inimá foi fielmente remontado para que o vistante conheça e re-conheça o artista a partir dos seus objetos, livros, coleções particulares.

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Favelas

  Dentro das temáticas sociais a série de “Favelas” ocupa um lugar e social. Estas cenas traduzem uma sofisticada reflexão acerca do momento histórico brasileiro ao qual o artista integrou sua obra. Iniciada no momento em que se promulgava o AI-5, clímax de repressão ditatorial, as obras testemunham o comentário opositor do artista, cifrado e sutil como convinha ao momento. Nessas pinturas, Inimá aponta o problema da exclusão social e do crescimento desordenado das grandes cidades. São composições elaboradas, de altíssimo nível técnico e poético.

Paisagens Europeias

  Em 1952 Inimá venceu o disputadíssimo Prêmio Viagem ao Estrangeiro no Salão de Arte Moderna do Museu Nacional de Belas Artes.Em 1954 iniciou sua estadia como estudante da bolsista na França. Foram  pouquíssimas as obras que realizou na Europa pois estava mais interessado em estudar, viajar e sobretudo, visitar museus. Foi um momento marcante em sua carreira.Curioso que o artista tenha pintado paisagens brasileiras na França e, de volta ao Brasil, pintado cenas européias a partir da memória ou de fotos. Em fins dos anos de 1950 já se nota uma liberdade maior na gestualidade, nos empastes de tinta e no uso expressivo de cor.

 Fovismo e Expressionismo 

  Nestas duas obras de colorido surpreendente, Inimá faz referência aos dois movimentos de vanguarda do inicio do século XX que influenciaram de maneira profunda toda a sua obra. O Fovismo foi um dos primeiros movimentos vanguardista na Europa. Em 1904 instaurou uma consciência em direção a potência das cores na pintura. Já o Expressionismo promoveu a exacerbação emocional e subjetiva na pintura, deformando a realidade visual em favor da percepção íntima. Estas foram as duas grandes fontes para a prática e pensamento pictóricos de Inimá, ambas com ênfase no uso das cores.  

 

Preocupação Social 

  Nesta obra Inimá tematiza um grave problema social brasileiro: a questão da Reforma Agrária. Pinta trabalhadores rurais recolhendo um corpo após a intervenção da polícia. O tom de denúncia é ainda acentuado pela influência estilística do Muralismo Mexicano. Inimá assume nestas pinturas uma verdadeira Preocupação Social que se expressa nas temáticas engajadas (derrubadas, Desmatamentos, Favelas). Mas cabe ainda apontas que o artista deseja ser ‘moderno’ ou ‘revolucionário’ não somente na escolha dos temas, mas sobretudo em seu tratamento plástico e na construção da linguagem pictórica.

Derrubadas 

  A série de cenas de derrubadas e queimadas de áreas florestais iniciada por Inimá nos anos de 1950 revelam preocupação ambiental e engajamento do pinto à sua realidade para além de qualquer ideologia política. Nestas obras, o artista elaborou uma crítica refinada e consciente à política do “progresso brasileiro” que se desenvolvia desde o início da década de 50, e em nome das áreas florestais que foram devastadas e derrubadas para a construção de rodovias e outras iniciativas ‘modernizantes’. É interessante perceber o pioneirismo visionário por parte do artista ao abordar temas ecológicos na década de 1950, quando o discurso em vigor apontava em direção oposta. Foi somente a partir da década de 90 que a consciência ambiental difundiu-se mundialmente e alertou para a necessidade de cuidarmos do planeta. Hoje, sem dúvida, o tema é de primeira importância no mundo globalizado.

 

Paisagens 1967 – 68 

  Este belíssimo conjunto destaca-se pela força expressiva das paisagens, pintada em cores fortes e composições vibrantes. São obras de um momento decisivo na vida e carreira de Inimá, quando retomou definitivamente a figuração e abordou temas de maneira inédita em sua produção. A partir daí será conhecido por “mestre das Cores”, já que a dinâmica cromática atingiu sua plenitude nestas pinturas: ampla utilização do branco como cor; traço negro expressivo, demarcando frágil, mas decisivamente, os contornos volú8veis dos elementos da paisagem; as cores ainda mais puras e agressivas, soberbamente equilibradas, integradas sensivelmente num extremado contraste de tonalidades.

 

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